quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Oficina em Porto Alegre - Matriz de Comunicação


Objetivo:

A proposta dessa oficina é explorar o modelo e a ferramenta de avaliação, entender sua estrutura, como usá-la para compreender a comunicação e seu desenvolvimento e, por fim, definir objetivos para auxiliar na estimulação e intervenção para o desenvolvimento da comunicação e da linguagem.

O que é a Matriz de Comunicação?

A Matriz de Comunicação oferece um modelo de apoio para compreensão do processo de desenvolvimento da linguagem em pessoas com necessidades complexas de comunicação, avaliação e planejamento da intervenção (Charity Rowland, 2006). A ferramenta está disponível em inglês e em espanhol no site: http://www.communicationmatrix.org. Em português, o material disponível para impressão e uso offline.

Público-alvo: profissionais de saúde e educação, estudantes de graduação nessas áreas e pais.

Data e horário: 1º de dezembro de 2018, de 8h30 às 18h15  (Intervalo para o almoço de 12h às 13h30)

Local: Assistiva - R. General Couto de Magalhães, 1192 - Higienópolis - Porto Alegre - RS

Plano de conteúdos e trabalho:

Introdução à Matriz de Comunicação
- Pesquisa que deu origem ao instrumento
- Estrutura do instrumento: 4 razões para se comunicar, 7 níveis de comunicação e 9 tipos de comportamentos comunicativos
- Público-alvo e aplicações possíveis

A Matriz de Comunicação
- Instrumento em português: revisão de questões (em relação ao instrumento original)
- Aplicação em papel e online
- Uso da ferramenta online
- Opções de visualização, impressão e acompanhamento na ferramenta online

Prática com a Matriz
- Estrutura para coleta de informações
- Formas de coleta: observação e condução da entrevista e registro de informações
- Dúvidas comuns e aspectos a atentar
- Como fazer o perfil manualmente

Interpretação dos resultados, Relatório e Planejamento da Intervenção
- Delineando o perfil de comunicação do sujeito
- Racional para a definição de objetivos de trabalho e intervenção
- Considerações para a intervenção considerando o perfil atual (Deficiência, Tecnologia Assistiva, Comunicação Aumentativa e Alternativa)
- Estrutura e modelo para escrita de relatório
- Modelo para Plano de Intervenção

Estudo de caso

Material:
·       Matriz de Comunicação versão em português, impressa com errata
·       Perfil da Matriz de Comunicação para preenchimento manual
·       Modelo de relatório
·       Modelo de plano de intervenção

Investimento:
- R$ 290,00 (Profissionais)
- R$ 250,00 (Membros da ISAAC, estudantes de graduação e pais)
Pagamento com boleto ou cartão de crédito - consulte opções de parcelamento

Quantidade de vagas: 40 pessoas

Link para formulário de inscrição: https://goo.gl/forms/LH7LF4xbwbXpeEQD3

Ministrante:
Renata Costa de Sá Bonotto
Linguista
Licenciada em Letras (UFRGS)
Especialista em Educação a Distância (Universidade Católica de Brasília-DF)
Mestre em Estudos da Linguagem/Linguística Aplicada (UFRGS)
Doutora em Informática na Educação (UFRGS) com a tese sobre o uso da Comunicação Alternativa no contexto da família por crianças autistas.
Membro da ISAAC-Brasil (International Society for Augmentative and Alternative Communication).
Atua em assessoria, consultoria e formação em Autismo, Inclusão e Comunicação Aumentativa e Alternativa

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Chat 21 - Webnário sobre Comunicação Alternativa

PessoALL,

Recebi o convite para um webnário da Gabriela Laborda do Chat 21 que tem uma parceria com o Movimento Down para uma apresentação sobre Comunicação Alternativa.



O conteúdo ficou gravado e quem quiser pode assistir no YouTube, só seguir esse link.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Vocabulário alvo - 2

Mais um mês iniciando e seguimos no projeto de ensino estruturado de vocabulário.

Algumas ideias sobre como utilizar:

- Imprima uma cópia e coloque em um mural ou na geladeira
- Imprima uma cópia e armazene em uma pasta com sacos plásticos - ideal para quem quiser organizar a sequência para o ano. Escolha uma pasta flexível e fácil de carregar.
- Imprima uma cópia, recorte os quadrados na linha e plastifique para fazer um chaveiro para levar
- Imprima uma cópia, recorte os quadrados na linha, acrescente velcro e utilizar em situações variadas
- Modele quando a palavra for usada em uma situação cotidiana
- Modele quando a palavra aparecer na leitura de um livro.

Tem outras ideias? Compartilha nos comentários


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Curso POA - Comunicação Alternativa: recursos e estratégias para a implementação

Comunicação Alternativa: Recursos e Estratégias para Implementação
(Porto Alegre)


Data: 14 e 15/04/2018, sábado e domingo, 09h às 17h30

Carga-horária: 20 horas-aula

Local: Assistiva – Tecnologia & Educação
          R. General Couto de Magalhães, 1192 - Higienópolis, Porto Alegre – RS


Público-Alvo:
Fonoaudiólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, educadores, pedagogos, estudantes, familiares e demais interessados no uso de Comunicação Aumentativa e Alternativa.

Conteúdo programático:

o   Avaliação de necessidades quanto ao uso de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) e a combinação de características, recursos e estratégias de CAA
·        Processo de avaliação das necessidades em CAA
·        Uso da Matriz de Comunicação para definir objetivos
·        Estratégias de avaliação direta - Interação com opções de CAA
·        Processo de correspondência de características, recursos e estratégias de CAA
·        Opções em CAA melhor atendem as necessidades do usuário

o   Opções robustas de CAA e o processo de avaliação
·        Sistemas robustos de CAA e por que é importante
·        Opções em papel (baixa tecnologia)
·        Alta Tecnologia: opções para iOS/Apple e Android
·        Procedimentos de coleta de dados para saber se a opção de CAA que está sendo testada é bem sucedida

o   Estratégias de implementação de CAA
·        Técnica de vocabulário essencial (Core words)
·        Técnica de modelagem (linguagem assistida)
·        Estratégias para parceiros de comunicação, inclusive estratégias mediadas por pares
·        Ensino estruturado de vocabulário
·        Ensino de habilidades narrativas
·        Estratégias para Inclusão Escolar

o   CAA e Autismo
·        Considerações específicas quanto ao uso de CAA com usuários com autismo

o   CAA, Alfabetização e Letramento
·        CAA com mediadora de processos de alfabetização e letramento

Ministrante:
Amy Starble é fonoaudióloga certificada pelo Conselho de Educação do Estado de Vermont - EUA e possui mestrado em Ciências da Comunicação também pela Universidade de Vermont. É membro da American Speech Language Hearing Association (ASHA) com certificado de Competência Clínica em Fonoaudiologia. Atualmente integra o I-TEAM (Equipe Interdisciplinar) do Center on Disability and Community Inclusion (Centro sobre Deficiência e Inclusão na Comunidade) da Universidade de Vermont como consultora para famílias, escolas e profissionais no contexto de Inclusão Escolar e Inclusão Social com ênfase em Comunicação Aumentativa e Alternativa.

Observações:
- Esse evento contará com tradução simultânea do inglês para português
- Será entregue material impresso em português 
- Não serão realizadas inscrições no local
- Vagas limitadas

Investimento*:
- R$ 660,00 para profissionais
- R$ 580,00 para pais e sócios da ISAAC-BR
* Parcelamento via PagSeguro

Mais informações e contato: alternativainclusiva@gmail.com - 51 991 399 399 (WhatsApp)

Gostou? Faça sua inscrição aqui.


Termo de Compromisso:

Acolheremos o cancelamento de inscrição quando solicitada até sete dias depois de sua efetivação. É possível indicar uma substituição de nomes através de comunicado prévia (em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor - Artigo 49).


Curso SP - Comunicação Alternativa: recursos e estratégias para implementação

Comunicação Alternativa: Recursos e Estratégias para Implementação
(São Paulo)


Data: 21 e 22/04/2018, sábado e domingo, 09h às 17h30

Carga-horária: 20 horas-aula

Local: Espaço Maestro
           Rua Maestro Cardim, 1.170, B. Paraíso - São Paulo/SP 
           [Próximo das estações Paraíso e Vergueiro]

Público-Alvo:
Fonoaudiólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, educadores, pedagogos, estudantes, familiares e demais interessados no uso de Comunicação Aumentativa e Alternativa.

Conteúdo programático:

o   Avaliação de necessidades quanto ao uso de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) e a combinação de características, recursos e estratégias de CAA
·        Processo de avaliação das necessidades em CAA
·        Uso da Matriz de Comunicação para definir objetivos
·        Estratégias de avaliação direta - Interação com opções de CAA
·        Processo de correspondência de características, recursos e estratégias de CAA
·        Opções em CAA melhor atendem as necessidades do usuário

o   Opções robustas de CAA e o processo de avaliação
·        Sistemas robustos de CAA e por que é importante
·        Opções em papel (baixa tecnologia)
·        Alta Tecnologia: opções para iOS/Apple e Android
·        Procedimentos de coleta de dados para saber se a opção de CAA que está sendo testada é bem sucedida

o   Estratégias de implementação de CAA
·        Técnica de vocabulário essencial (Core words)
·        Técnica de modelagem (linguagem assistida)
·        Estratégias para parceiros de comunicação, inclusive estratégias mediadas por pares
·        Ensino estruturado de vocabulário
·        Ensino de habilidades narrativas
·        Estratégias para Inclusão Escolar

o   CAA e Autismo
·        Considerações específicas quanto ao uso de CAA com usuários com autismo

o   CAA, Alfabetização e Letramento
·        CAA com mediadora de processos de alfabetização e letramento

Ministrante:
Amy Starble é fonoaudióloga certificada pelo Conselho de Educação do Estado de Vermont - EUA e possui mestrado em Ciências da Comunicação também pela Universidade de Vermont. É membro da American Speech Language Hearing Association (ASHA) com certificado de Competência Clínica em Fonoaudiologia. Atualmente integra o I-TEAM (Equipe Interdisciplinar) do Center on Disability and Community Inclusion (Centro sobre Deficiência e Inclusão na Comunidade) da Universidade de Vermont como consultora para famílias, escolas e profissionais no contexto de Inclusão Escolar e Inclusão Social com ênfase em Comunicação Aumentativa e Alternativa.

Observações:
- Esse evento contará com tradução simultânea do inglês para português
- Será entregue material impresso em português 
- Não serão realizadas inscrições no local
- Vagas limitadas

Investimento*:
- R$ 820,00 para profissionais
- R$ 740,00 para pais e sócios da ISAAC-BR
* Parcelamento via PagSeguro

Mais informações e contato: alternativainclusiva@gmail.com - 51 991 399 399 (WhatsApp)

Gostou? Faça sua inscrição aqui.


Termo de Compromisso:

Acolheremos o cancelamento de inscrição quando solicitada até sete dias depois de sua efetivação. É possível indicar uma substituição de nomes através de comunicado prévia (em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor - Artigo 49).


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Vocabulário alvo - 1

A Comunicação Alternativa é como se fosse uma segunda língua (Cafiero, 2005). E a aprendizagem da CAA, enquanto segunda língua, é um processo que requer um trabalho consistente de ensino envolvendo:

1. Estimulação por meio de linguagem assistida/focada
2. Ensino explícito
3. Engajamento em atividades práticas
4. Repetida exposição e revisão
5. Checagem de compreensão (e re-ensino quando necessário)

Há comunicação apenas quando o "código" é compartilhado entre seus usuários. O código pode ser formado de um  conjunto de símbolos (uma língua, um conjunto de sinais ou gestos, por exemplo) que as pessoas que se comunicam conhecem. Se , como eu, você utiliza um sistema pictográfico (como os símbolos do ARASAAC ou do BoardMaker, por exemplo), não assuma que a imagem que está clara para você estará automaticamente clara também para o usuário de CAA - ensine por meio de situações contextualizadas, relevantes e por meio de modelo.

Janeiro está começando e inspirada em Carole Zangari no Blog PrAACtical AAC organizei uma lista no Picto4Me de símbolos do ARASAAC em português que está sendo meu alvo de atenção no mês de Janeiro. Compartilho os arquivos nos links abaixo.

Feliz 2018!

Baixar em PDF
Autor pictogramas: Sergio Palao Procedencia: ARASAAC (http://arasaac.org) Licencia: CC (BY-NC-SA) 
Autora: Renata Bonotto

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Autor pictogramas: Sergio Palao Procedencia: ARASAAC (http://arasaac.org) Licencia: CC (BY-NC-SA) 
Autora: Renata Bonotto

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Cuidado com o rótulo de "alto e baixo funcionamento"

Por Bill Nason em Autism Discussion Page
Tradução livre de Renata Costa de Sá Bonotto


Começa quando se busca o diagnóstico. Para os pais com crianças pequenas (1-3 anos) que procuram um diagnóstico, muitas vezes recomendo que não esperem pelo diagnóstico. Esqueça o rótulo e comece a lidar com quaisquer atrasos de desenvolvimento que a criança esteja mostrando. O diagnóstico de "autismo" não diz muito sobre o nível de deficiência. Há muita variabilidade em pontos fortes e habilidades. Quando um diagnóstico não é suficientemente descritivo, as pessoas procuram maneiras mais específicas de categorizar a gravidade da deficiência. Não é que alto e baixo funcionamento sejam tão descritivos assim.

No campo médico, os diagnósticos são categorizados por sintomas e o quanto eles afetam o "funcionamento" diário da pessoa. É o impacto que a deficiência tem no "funcionamento" da pessoa que impulsiona muitos dos serviços. Em sua maior parte, o "alto funcionamento" geralmente se refere a um bom discurso expressivo, uma compreensão receptiva de regular a boa e uma capacidade de regular a boa de funcionar de forma independente no dia a dia. O "funcionamento mais baixo" geralmente é reservado para habilidades verbais muito limitadas, habilidades intelectuais mais baixas, dificuldade extrema em entender as instruções diárias e, geralmente, onde se exige muita ajuda na rotina diária.

A confusão entre pais e profissionais é entre "nível de funcionamento" (habilidade intelectual) e "severidade do autismo". Conheço crianças que são ditas de "alto funcionamento", mas têm traços severos (pensamento rígido / inflexível, muita resistência à mudança e incerteza, e colapso diante de questões simples do dia a dia). No entanto, eles são considerados "de alto funcionamento" porque são verbais, recebem boas notas na escola e conseguem realizar os cuidados pessoais de forma independente.

Também conheci crianças que são consideradas "de baixo funcionamento" porque não são verbais, têm dificuldade em realizar cuidados pessoais e podem ter dificuldades com conteúdo acadêmicos. No entanto, seus traços de autismo são menos graves; são mais flexíveis em seus pensamentos, manipulam as transições diárias mais facilmente, podem se relacionar melhor com outras pessoas e ter menos colapsos.

Assim, o nível de funcionamento nem sempre se correlaciona com a gravidade do autismo. Só porque uma criança é dita de "alto funcionamento", não significa que ela não tenha autismo grave. Muitas pessoas confundem os dois, o que pode excluir algumas crianças do tratamento de que necessitam e/ou impactar as expectativas que outros têm sobre ela.

Também temos que ter muito cuidado ao equiparar a "falta de habilidades verbais" com baixas habilidades intelectuais. A característica mais (super)utilizada ao dizer que a criança é “alto" ou "baixo funcionamento" é a quantidade de linguagem falada que ela possui. Isso também pode ser muito enganador! Embora haja uma correlação positiva, há muitas crianças não-verbais que têm habilidades cognitivas muito maiores do que identificamos inicialmente. Simplesmente, não podem expressá-las de formas habituais.

Uma vez que encontremos uma "voz", seja através de imagens, palavras escritas, sinais manuais, dispositivos eletrônicos, etc., descobrimos que eles têm habilidades cognitivas muito melhores do que antecipamos. Não é até encontrarmos o modo de expressão certo que começaremos a entender o que eles realmente sabem. Portanto, nossa melhor aposta é sempre assumir “competência" para aprender se os apoios e o estilo de ensino adequados forem identificados. Portanto, tente não ficar tão preso aos rótulos de "baixo e alto funcionamento".

Série sobre "rótulos, diagnósticos e distúrbios de co-ocorrência" - livro verde, “Autism Discussion Page on Anxiety, Behavior, School and Parenting Strategies.”

Post original em inglês em https://www.facebook.com/autismdiscussionpage/posts/1592895650789929

Traduzido com autorização do autor.